segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Canto de Oxum/Iemanjá, rainha do mar - Maria Bethania
Do humano ao divino - A Gazeta
Artigo de Fernando Pessoa publicado no "Caderno Pensar", do jornal A Gazeta, no dia 22 de agosto de 2015, sobre a exposição "oba: entre deuses e homens", de Juliana Pessoa.
sábado, 29 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
Visita da escola Judith Góes ao Mucane
Com o apoio da Ceturb, que ofereceu transporte gratuito, várias turmas da escola Judith Góes puderam participar do Programa Educativo "oba: festa e alegria", promovido pela exposição "oba: entre deuses e homens". Meus agradecimentos à Ceturb, pelo transporte, e à pedagoga Michele, que aceitou nosso convite e coordenou as visitas.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Entrevista de Juliana Pessoa ao programa Ponto Cult, da TV Tribuna
Programa exibido no dia 15 de agosto. (versão completa)
Programa exibido no dia 15 de agosto. (entrevista)
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Programa Educativo "oba: festa e alegria"
Material preparado para a formação dos mediadores do Programa Educativo da exposição "oba: entre deuses e homens", que será realizada no Museu Capixaba do Negro, de 13 de agosto até 13 de outubro, de 2015
O QUE É CANDOMBLÉ?
quarta-feira, 29 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
Arte no pensamento de Nietzsche - Gilvan Fogel
Para Antônio Pedro
1. O
que é festa? Como? A pergunta é impertinente, fútil, supérflua. Pois, quem não
sabe o que é festa, uma festa?! Quem não sabe como é festa?! Festa é festa,
ora!
Mas a pergunta, na sua impertinência
e superfluidade, fica. Fica e traz outra consigo, igualmente impertinente,
igualmente fútil ou supérflua: O que são olhos?
O que é olho? Ver! E como ver? Um ver
que, talvez, seja só ver? Só ver?! Onde está o problema, qual a
dificuldade? Que mais se poderia querer ou esperar do olho, do ver?!
Arte como a festa, como o regozijo,
a alegria do só ver – e que alegria,
que festa é essa quando, sabe-se, na arte aflora também, talvez principalmente,
dor, mesmo sofrimento e quando ela, às vezes escancaradamente, revela o
grotesco? Arte, sendo alegria do ver, festa do aparecer e só do aparecer e do
ver, não deve ser coisa de bobo
alegre...!
Arte no pensamento - Françoise Dastur
ARTE NO PENSAMENTO*
Françoise Dastur**
Introdução
Considera-se habitualmente
que a tradição ocidental de pensamento encontra a sua origem na oposição entre muthos e lógos, que coincidiu com
o nascimento da filosofia em Platão, e está na origem do racionalismo moderno.
Com efeito, Platão é quem, ao mesmo tempo, dá à palavra philosophia o seu sentido forte de amor pela sabedoria e de busca
da verdade, e quem expulsa os poetas da sua Cidade ideal, por enxergar neles
produtores de simulacros, imitações muito distantes da verdade e,
conseqüentemente, enganosas. O gesto platônico consagra a separação da
imaginação e da razão, da arte e do pensamento. Isso explica por que, durante
muito tempo, na tradição ocidental, a arte ficou mantida em posição subordinada,
com relação à filosofia e às ciências.
A bem da verdade, vemos surgir, na
época das Luzes, uma nova disciplina, a estética, onde a arte retoma seu lugar
dentro da filosofia, como atesta a primeira parte da terceira Crítica de Kant. Entretanto, esta ciência
da sensibilidade, que é a estética, continua sendo uma teoria do sujeito
autônomo, na qual a arte permanece desprovida de qualquer valor de
conhecimento.
Apenas com o primeiro romantismo
alemão, e em especial com Schelling, um de seus integrantes, é que vemos surgir
a idéia de uma identidade e, assim, de uma igualdade de status, entre a arte e a filosofia. O que assim está sendo,
primordialmente, preparado, com a reavaliação da arte iniciada por Hegel,
dentro do que ele, no entanto, ainda chama de “Estética”, é uma crítica da
subjetivação da arte, que podemos ver se desenvolvendo na esteira do movimento
fenomenológico inaugurado por Husserl, de início com Heidegger, que define a
arte enquanto implementação da verdade e, a seguir, com Gadamer, que fundamenta
toda a sua interpretação da obra de arte na crítica da consciência estética. É
nesta mesma perspectiva que devemos situar a fenomenologia da arte de
Merleau-Ponty, da qual se pode dizer que põe fim à antiga antinomia platônica
entre arte e filosofia.
sábado, 25 de julho de 2015
Declaração
à Juliana Pessoa
O eterno ídolo - Rodin
Elegia: Indo para o leito - John Donne
Vem,
Dama, vem, que eu desafio a paz;
Até
que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como
o inimigo diante do inimigo,
Canso-me
de esperar se nunca brigo.
Solta
esse cinto sideral que vela,
Céu
cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata
esse corpete constelado,
Feito
para deter o olhar ousado.
Entrega-te
ao torpor que se derrama
De
ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira
o espartilho, quero descoberto
O
que ele guarda, quieto, tão de perto.
O
corpo que de tuas saias sai
É
um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca
essa grinalda armada e deixa
Que
cresça o diadema da madeixa.
Tira
os sapatos e entra sem receio
Nesse
templo de amor que é o nosso leito.
Os
anjos mostram-se num branco véu
Aos
homens. Tu, meu anjo, és como o céu
De
Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança
os espíritos, distingo:
O
que o meu anjo branco põe não é
O
cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa
que a minha mão errante adentre
Atrás,
na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha
América! Minha terra à vista,
Reino
de paz, se um homem só a conquista,
Minha
mina preciosa, meu Império,
Feliz
de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me
ficando teu escravo;
Onde
cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez
total! Todo o prazer provém
De
um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes.
As jóias que a mulher ostenta
São
como as bolas de ouro de Atalanta:
O
olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se
com ela e perde a dama.
Como
encadernação vistosa, feita
Para
iletrados, a mulher se enfeita;
Mas
ela é um livro místico e somente
A
alguns (a que tal graça se consente)
É
dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como
se diante da parteira, abre-
Te:
atira, sim, o linho branco fora,
Nem
penitência nem decência agora.
Para
ensinar-te eu me desnudo antes:
A
coberta de um homem te é bastante.
Tradução:
Augusto de Campos
quarta-feira, 22 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Beija-flores
Fernando Pessoa
Fotografias: Clarice Pessoa
Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade d'ocê
quarta-feira, 8 de julho de 2015
E o mundo continua calado
Chimamanda Ngozi Adichie nasceu na Nigéria, em 1977. Dentre os seus diversos escritos, o livro "Meio sol amarelo" faz um relato da guerra de secessão da Nigéria, contando a história da frustrada tentativa de criação da República de Biafra. Com uma narrativa romanceada, entremeada no emocionante enredo de seus personagens, Chimamanda conta as atrocidades daquele genocídio: "O mundo estava calado quando nós morremos". (E hoje, a história se repete: "4.000 pessoas morreram em recente ataque do Boko Haran", e o mundo continua calado...)
terça-feira, 30 de junho de 2015
Alguns toureiros
Fernando Pessoa
Água-forte: Picasso - A tauromaquia
Poesia: João Cabral de Melo Neto
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